voltei ontem do rio e tava pensando sobre o que que escreveria pra começar com isso aqui. veio muita coisa na mente, mas por causa de uma falta de organização/preguiça decidi ir escrevendo no automático sobre o que eu pensei (e pensei) nesses últimos 2 dias.
primeiro de tudo, o rio é muito massa. em 2 dias deu pra ir em pelo menos 7 lugares que eu acho ótimos, conhecer o sain, ver show do filho do caetano veloso e lacrar as costas de tatuagem. dessa viagem me veio alguns pensamentos específicos, dos quais falo a seguir.
o primeiro, a partir de um momento que tive num bar "francês"/carioca, ouvindo a conversa de uma mesa de um grupo de pessoas com mais de 50 anos falando sobre arte, modernismo e aquele monte de palavra que a gente finge entender, foi um desejo de pertencer a esse grupo. sempre que viajo acabo voltando com algum estereótipo em mente a almejar, e o da vez foi esse. chegar com 50 anos saindo com meus amigos num bar do rio pra ficar falando merda combinada com um cadin de pseudo-intelectualismo (me passei nessa) me parece um cenário bem manero.
o segundo veio depois de ir no labuta, bar/restaurante/ocupação do marcelo d2. pensei em como é um rolê que abraça uma galera e, por mais que eu não conheça taaaanto quanto gostaria ou deveria sobre o marcelo d2, aparenta ser uma manifestação de tudo que ele gosta. daquele tipo de coisa que você sonha conforme vai sabendo sobre si e sobre seus gostos. é legal como existe tipo um "culto" a isso, no sentido de muita gente pular na bala da ideia e se identificar com o ambiente, seja com a decoração, música etc. disso me veio um pouco a mente que acho que falta isso em juiz de fora. um lugar daqueles que você tem um apreço que ultrapassa o lazer por si só, mas que sirva quase como um ambiente de conforto, um ponto de encontro fixo com quem você gosta. sei lá, sei que é muito mais sobre o emocional do que sobre o ambiente em si, mas fico na dúvida do que seria o meu. acho que o occa era meio assim kkkkkk eterno em nossos corações #rip
pra finalizar, acho que o que eu tirei de melhor dessa viagem foi a conclusão definitiva de que viajar tem que ser uma prioridade. já meio que sabia disso mas viver na prática traz mais material pra confirmar a ideia. a experiência de chegar sem roteiro e definir as coisas na intuição e pedindo recomendações pra quem eu não conhecia foi a melhor decisão que eu podia ter tomado.