Ontem no banho estive pensando nisso, que com toda essa facilidade de chegar a certos padrões nós, acabamos por transformar características em subculturas, subculturas em culturas e finalmente culturas no popular. Exemplo: Falando de música pegamos no hip-hop o drill, que a muito tempo atrás foi uma maneira de fazer Rap, praticamente uma característica do Trap, porém com a popularidade emergente do gênero hoje é comum enxergar o drill como um subgênero do trap, o trap como o gênero no geral e o Rap que antes era "somente" uma cultura suburbana no que muitos da música chamam de Pop, inclusive para muitos artistas que emergiram ser considerado Pop é sinônimo de sucesso: "Drake agora é Pop". Explicar na música sempre é mais fácil mas o motivo principal desse texto é falar sobre o que as pessoas vestem.

Desde sempre os estereótipos existem dentro da moda popular, excluindo dessa lista obviamente as pessoas que não tem interesse/prazer nenhum em se vestir. No macro desse olhar observamos os estilos: Pagodeir, Skatist, Hippie, Professores, Funkeir, Boas Vibrações, Gótic dentre vários outros estilos a se seguir. Pensando nisso e unindo a introdução feita no parágrafo anterior percebemos que antes somente usar roupas largas e bonés já era o suficiente para ser alternativo afiliado a cultura skateboard, hoje com a popularização da cultura, nem mesmo incluindo um skate ao seu outfit te faz necessariamente ser visto como um skatista de fato; as calças largas, os bonés de aba reta e o tênis baixo é visto nos dias atuais como somente a ponta do iceberg da cultura.

O mesmo acontece nos casos opostos, onde o ser acaba se apropriando demais de uma cultura sem ao menos depositar algo de si mesmo no que está vestindo ou vivendo. É basicamente esse movimento dos performáticos nas redes sociais onde já ridicularizaram tanto o ser de referência que estão disputando entre eles quem é mais a personificação da performatividade, onde vemos pessoas cada vez mais parecidos com a suas referências de estilo, porém de um jeito onde não conseguimos diferenciar ao menos onde está a referência e onde está o referente, concluindo assim que quanto mais próximo do objetivo (ser a personificação do ser "performar") menos autêntico, já que ser autêntico é ser 100% si mesmo, e obviamente não tem como sermos nós mesmos enquanto cópias.

Espero que tenham entendido, se ficou confuso me digam que eu talvez explique pra quem ficou curioso pra saber mais sobre o que eu penso quanto a isso. Ainda é uma ideia meio confusa até pra mim, mas o título consegue resumir muito bem essa minha ideia.