Tenho uma opinião a bastante tempo, inclusive até já fiz um texto simbólico aqui no site falando desse assunto, dos artistas com foco em show e performance ao vivo que geralmente são mais bem sucedidos e lembrados do que artistas com foco em estúdio, e fazendo um recorte para não ter nenhum comentário sobre, esse é um texto direcionado a quem canta/performa no palco.
Essa minha opinião vem se formando desde a pandemia, onde observamos em tempo real muitos artistas que viviam de fazer shows entrando em baixa de certo modo, e o bum de facilidades que as redes sociais permitiu a artistas iniciantes, utilizar dos vídeos curtos para entregar suas musicais para galera que acompanhava pela internet. Nesse tempo também vimos a ascensão de diversas personalidades conhecidas até hoje, alguns que já tinham certa gama de fãs como: Lil Nas X, Jão, DaBaby, João Gomes, NLE Choppa e outros que até então eram basicamente anônimos como: 24kGoldn, MC Daniel, Jovem Dionisio e até Olivia Rodrigo, que mesmo conhecida pelos papéis na Disney era uma who comparada ao tamanho da sua carreira atualmente.
Na diagonal de todo esse pessoal que listei acima, vimos artistas que tiveram de certa forma a carreira em um certo "hiato culposo", já que não tinham lançamentos previstos, e antes da pandemia estavam a divulgar seus trabalhos anteriores com shows temáticos. Então nomes como Beyoncé, Madonna, Lady Gaga, Kendrick Lamar e Travis Scott, movimentaram pouco a carreira musical, focando muito nas suas outras áreas de atuação. K-Dot abriu a pgLang, Beyoncé focou na Ivy Park, Lady Gaga focou em atuação mesmo durante o lançamento de Chromatica, Madonna entrou de férias e Travis focou muito em promover sua marca Cactus Jack. Ao falar de artistas menores vimos um movimento vindo de Gunna, Derek, Lil Yatchi, Felipe Ret, Borges, Mc Igu, Jé, entre outros, que fizeram diversos lançamentos durante esses 2 anos e observamos uma curva de popularidade altíssima para esses artistas.
O período pandêmico e as redes sociais, principalmente o TikTok, fez com que alguns artistas com menos tempo de sucesso acabassem buscando se adaptar aos novos meios de se manter em alta, o que foi muito bom... para época. Sendo assim na primeira possibilidade de voltar a investir em espetáculos ao vivo, ficamos diante quem realmente nasceu pra ser Cu ou Pica, e pouco tempo depois da explosão dos músicos formados pelas redes sociais tivemos uma rápida remontada do tipo de artista que consegue se manter no topo. Eventos como os shows de After Hours, Rolling Loud e um festival Cena2k com um mix de artistas pré e pós pandêmicos, esgotando ingressos mostrando logo nesses primeiros 2 anos a certeza do que vim falar nesse texto, que para lucrar artista/personalidade deve saber vender seu show.
Muita gente antes da paralização já tinha essa ideia na mente, algo como se fama e dinheiro fossem irmãos e andassem lado a lado e até o momento sim, mas com o chegar desse bum de sucessos (eles realmente fizeram sucessos) vindo das redes sociais muitas coisas mudaram.
A partir desse ponto não necessariamente você precisaria ter uma carreira antes de lançar seu primeiro som para se tornar uma figura publica mundialmente conhecida, um caso de exemplo é Lil Nas X que teve seu primeiro em 2018 com Old Town Road, logo mesmo ano de lançamento da sua primeira música Shame no SoundCloud e da Olivia Rodrigo, que mesmo anteriormente conhecida como atriz, com Drivers License, logo seu primeiro lançamento, se tornou um fenômeno.
E o que isso significa? Significa que foi uma época onde não se criou um novo meio de conseguir se tornar famoso, e sim foi um momento de total inversão de papeis. Foi um mundo onde shows não eram possíveis, então para qualquer artista ter visibilidade era necessário se adaptar as redes sociais, nisso outros casos semelhantes ao de Olivia Rodrigo e Lil Nas X se tornaram comuns no Brasil e no mundo.
(um recorte para falar da explosão multicultural que esse período nos proporcionou como reconhecimento do Funk Brasileiro fora do País, K-pop ganhando um puta destaque entre outras coisas que posso entrar em detalhes em outro momento).
E o que isso significa? Significa que foi uma época onde não se criou um novo meio de conseguir se tornar famoso, e sim foi um momento de total inversão de papeis. Foi um mundo onde shows não eram possíveis, então para qualquer artista ter visibilidade era necessário se adaptar as redes sociais, nisso outros casos semelhantes ao de Olivia Rodrigo e Lil Nas X se tornaram comuns no Brasil e no mundo.
(um recorte para falar da explosão multicultural que esse período nos proporcionou como reconhecimento do Funk Brasileiro fora do País, K-pop ganhando um puta destaque entre outras coisas que posso entrar em detalhes em outro momento).
E é ai que está o problema!
Antes de entrar em nomes específicos, vale deixar claro que essa lógica não afeta todos os gêneros da mesma forma. Cada cena reagiu à pandemia e ao retorno dos palcos de um jeito diferente, e isso explica por que alguns artistas sobreviveram melhor do que outros quando o show voltou a ser o centro da indústria.
No rap e no trap, o palco sempre foi um ritual de validação. Energia, presença, entrega e conexão com o público são tão importantes quanto a música em si. É um gênero onde o show separa de novo quem nasceu pra ser Cu ou Pica. Por isso nomes como Playboi Carti, Travis Scott, Yeat, BK e Matuê não apenas sobreviveram, como cresceram no pós-pandemia: eles vendem experiência, não só som.
Já no pop, o artista consegue se sustentar por mais tempo apenas no estúdio, na estética e na narrativa. Mas os que atravessam gerações e se tornam referência inevitavelmente transformam seus shows em espetáculo. Beyoncé, Madonna, Lady Gaga e até artistas mais novos como Olivia Rodrigo e Jão mostram que o palco, no pop, não é só sobrevivência e sim o que define status e longevidade.
No funk e em gêneros brasileiros, a pandemia escancarou outra realidade: o digital cria fenômenos muito rápido, mas o palco decide quem permanece. Nem todo hit vira show, nem todo viral sustenta uma agenda, então a falta de preparo para apresentações maiores fez com que muitos artistas perdessem tração assim que o público voltou a sair de casa, mesmo tendo números gigantes durante o isolamento.
Muitos artistas focando em somente gravar música sem sequer se preparar para um possível palco no futuro acabou dificultando e muito a sua permanência na mente da galera depois que tudo voltou ao normal. Teto por exemplo foi um desses, o jovem lançou DIVERSOS hits que alterou a percepção de muitos brasileiros sobre a música, mas assim que precisou subir nos palcos, a falta de presença mesmo com muito apoio e treinamento vindo de sua gravadora acabou dificultando seu nome nos charts; outro caso é KayBlack; rapper com crescimento em números altíssimos durante a pandemia mas que foi pensado cedo demais para ocupar casas de show grandes. Enquanto isso, os artistas que souberam se preparar pra vida nos palcos pós pandemias conseguiram e muito garantirem o sucesso da carreira, como Yeat, Central Cee, Playboi Carti (se tornou durante a pandemia um dos maiores símbolos de seu gênero), Peso Pluma, PinkPantheress e Laufey.
Antes de entrar em nomes específicos, vale deixar claro que essa lógica não afeta todos os gêneros da mesma forma. Cada cena reagiu à pandemia e ao retorno dos palcos de um jeito diferente, e isso explica por que alguns artistas sobreviveram melhor do que outros quando o show voltou a ser o centro da indústria.
No rap e no trap, o palco sempre foi um ritual de validação. Energia, presença, entrega e conexão com o público são tão importantes quanto a música em si. É um gênero onde o show separa de novo quem nasceu pra ser Cu ou Pica. Por isso nomes como Playboi Carti, Travis Scott, Yeat, BK e Matuê não apenas sobreviveram, como cresceram no pós-pandemia: eles vendem experiência, não só som.
Já no pop, o artista consegue se sustentar por mais tempo apenas no estúdio, na estética e na narrativa. Mas os que atravessam gerações e se tornam referência inevitavelmente transformam seus shows em espetáculo. Beyoncé, Madonna, Lady Gaga e até artistas mais novos como Olivia Rodrigo e Jão mostram que o palco, no pop, não é só sobrevivência e sim o que define status e longevidade.
No funk e em gêneros brasileiros, a pandemia escancarou outra realidade: o digital cria fenômenos muito rápido, mas o palco decide quem permanece. Nem todo hit vira show, nem todo viral sustenta uma agenda, então a falta de preparo para apresentações maiores fez com que muitos artistas perdessem tração assim que o público voltou a sair de casa, mesmo tendo números gigantes durante o isolamento.
Muitos artistas focando em somente gravar música sem sequer se preparar para um possível palco no futuro acabou dificultando e muito a sua permanência na mente da galera depois que tudo voltou ao normal. Teto por exemplo foi um desses, o jovem lançou DIVERSOS hits que alterou a percepção de muitos brasileiros sobre a música, mas assim que precisou subir nos palcos, a falta de presença mesmo com muito apoio e treinamento vindo de sua gravadora acabou dificultando seu nome nos charts; outro caso é KayBlack; rapper com crescimento em números altíssimos durante a pandemia mas que foi pensado cedo demais para ocupar casas de show grandes. Enquanto isso, os artistas que souberam se preparar pra vida nos palcos pós pandemias conseguiram e muito garantirem o sucesso da carreira, como Yeat, Central Cee, Playboi Carti (se tornou durante a pandemia um dos maiores símbolos de seu gênero), Peso Pluma, PinkPantheress e Laufey.
O ponto dessa lista acima é justamente demonstrar a falta de Brasileiros, pouquíssimos sucessos da pandemia conseguiram se manter após o período, nem mesmo artistas formados no palco como Barões da Pisadinha. Nós brasileiros acabamos aceitando o comodismo, o que fez com que muitos talentos não fossem bem aproveitados. A dupla Tasha e Tracie, os próprios Barões e até mesmo o também já citado Teto são ótimos exemplos para mostrar que a falta de preparo para os grandes palcos pode atrasar e muito a carreira de alguém, mesmo que muito promissora. Investimentos significativos como os de Matuê que vende um literal espetáculo com direito a desfile nos palcos é uma ótima justificativa para minha tese e do rapper BK que hoje comanda um dos mais bem organizados festivais do país, evento onde todos os shows do dia são a base de um quase uma peça de teatro que ele nos mostra ao chegar no show dele.
Nossa sorte é que no momento alguns artistas já estão sacando que não é tão vantajoso vender uma carreira focada em uma discografia para fones de ouvido e performances fracas, tornando casos como o de Alee, Brandão, Duquesa, MARINA SENA e Os Garotin muito mais comuns, artistas que estão trabalhando álbuns, EPs, Videoclipes e até posts nas redes sociais de forma a ampliar a curiosidade do publico em prestigiar seus shows, gerando: + streams, + fama, + convites e + dinheiro. A matemática é básica mas extremamente difícil de implementar já que o investimento também pode ser alto. Espero muito ver mais artistas lançando intros horrendas pra se ouvir no fone mas que causam uma sensação de orgasmo quando tocadas ao vivo.
Como é uma opinião minha sem embasamento algum em dados eu optei por utilizar esse perfil com meu próprio nome, onde me senti mais a vontade escrever de forma além de mais pessoal, um tanto quanto mais relaxada. Agradeço a atenção e vão a shows, vocês jovens, saiam de casa! Abraços