Bem-vindo 2026!

Como toda volta ao sol e seu ritual ilusório que um novo ano traz um novo tempo com novas possibilidades, sendo que todo dia é dia de recomeçar independente se esse dia for uma sexta.

A questão é que 2025 foi um ano que levei muita lapada e completei 2 anos ai nessa vidinha de designer, inserida nesse meio tive muitas crises enquanto criativa e também me aproximei de um nincho que tenho um carinho enooorme com toda a certeza agregou muito, hoje em dia não consigo olhar para qualquer coisa sem pensar espaçamento, hierarquia e combinação de cor...ai ai

E nessas idas e vindas dessa profissão me deparei com uma enorme frustração, estágios complicados com demandas de clt, tudo que surgia era urgente e não tinha espaço para criação, nada novo, tudo cópia e sem tempo para pesquisar referência. E nessa 2025 terminou, estou apenas como estudante mas ainda me pego pensando nessa situação caótica de designer, ainda acompanho vagas de emprego e criativos da área (clt, freelas e pj) e o sentimento de frustração é o mesmo, na verdade o desânimo olhando de fora é até maior.

Então 2026, um novo ano com novas metas e sonhos para realizar, uma das minhas metas é estudar mais até minha cabeça ficar musculosa, nada de peito de frango lisinho! Bom, com 5 dias de ano achei um site super legal que fala sobre arte, design e cultura e me deparei com a seguinte título: Elizabeth Goodspeed explica por que os designers gráficos não param de fazer piadas sobre odiar seus trabalhos.
Lendo essa matéria com o seguinte paragráfo:

[...] Como Shar Biggers descreve, os designers estão “percebendo que grande parte do seu trabalho está sendo usada para gerar lucro em vez de mudança, enriquecendo os ricos e sendo manipulados para disseminar desinformação. Estou constantemente encontrando designers que buscam fazer um trabalho em que acreditam, e ainda não encontraram uma oportunidade para isso. E quando encontram, mesmo essa oportunidade os decepciona por inúmeras razões.”

É meio triste pensar nessa falta de espaço e as vezes me sinto muito sonhadora e esperançosa pensando que podem existir de fato cargos justos, sei que muita coisa é complicada mas acho que tem esperança, e se não tiver tem muita coisa para fazer. Acho que o limbo entre a faculdade e o mercado de trabalho faz um pouco disso, dentro da faculdade a gente aprende muitas coisas legais e podemos sonhar, quando na verdade o mercado de trabalho é bem mecânico, nada criativo, crtl c, crtl v, pouca autenticidade e muita agilidade.

No final esse texto é para a Ihasmim, não sei para qual caminho esse texto iria ir, escrevi sem pretensões, nem sei se sentido fez mas acho que a questão é não se autodepreciar e ir vendo outras alternativas é como diz uma frase que estampa várias cerâmicas brasileiras "quem não luta está morto" e entre muitas coisas a gente é brasileiro e eu sou filha de Ogum com a cabecinha de LogunÉde então assim, vou está fazendo acontecer, vou dar nó em gota d'água. Melhor cansada, exauta, morta e feliz por fazer algo que acredito que cansada, exausta, morta, infeliz e sem esperança.

Mas no fim, a relação que queria fazer era com os artistas de vanguarda da década passada que por muitas desgraças vividas tinham a fé que a arte mudaria a sociedade e genuinamente boto fé nisso!