a motivação de escrever esse aqui vem de alguns pontos recentes, dos quais eu listo a seguir, fora de ordem cronológica e de relevância: minha ida ao primeiro plano ontem, minha faculdade (economia) e recentes mudanças na experiência dela e um comentário da minha queridíssima mãe (0 ironia na frase, realmente amo minha mãe)
a questão que envolve todos esses acontecimentos é a dúvida/insegurança/comparação acerca do "fazer" no dia a dia, hoje em dia e em dias futuros. tentando traçar uma linha entre esses pontos, o resumo é: há 3 anos faço uma faculdade que nunca me senti de fato pertencente. entrei com uma concepção, vi que não era a concepção que eu tinha, mudei a concepção do que eu queria (felizmente) e to por aí
das mudanças recentes, to participando de bem mais coisa agora do que em qualquer outro momento que eu tava nessa "trajetória acadêmica", muito numa intenção de querer fazer valer a pena o que eu faço. a questão é que sempre fica uma certa síndrome do ímpostor, de eu estar num lugar que não me pertence, cercado por gente que acho que não valoriza de fato o que eu sou e faço
o que leva ao lance do primeiro plano: ver amigos meus e pessoas que eu admiro (normalmente as duas coisas ao mesmo tempo) conquistando coisas que significam tanto pra eles e serem reconhecidos por essas coisas por pessoas que também significam pra eles me emociona demais. eu vou nesses lugares, nessas manifestações artísticas que seja, e sempre saio motivado e na vontade de contribuir de alguma forma pra essa criação toda. e o mais importante de tudo isso: me sinto pertencente a isso tudo
minha mãe viu meu perfil do instagram e comentou comigo de como as empresas hoje em dia consideram perfis de redes sociais antes de contratar a pessoa. foi daqueles tipos de comentários de mãe que não tá querendo te impor nada, só te esclarecer algo que você não sabe (ou que pelo menos ela acha que você não sabe). tocou na ferida, não sei se por ser uma insegurança minha sei lá, mas sempre levanta a pergunta: o que a gente faz nesse mundo que é genuinamente nosso, e o que a gente muda pelos outros? e isso tudo que a gente muda, no fim vale a pena?
acho que a realidade é que nenhum lugar que a gente ficar vai parecer 100% certo. no final de contas, diferentes caminhos levam ao mesmo destino, e é obrigação nossa entender quando fazer uma curva ou, pelo menos, olhar pra trás e ver o quanto andou;
que as pontes que queimo iluminem o caminho